domingo, 12 de janeiro de 2020

Vila do Artesão: Point de Forró, Cultura, Histórias e Artesanato.

Atividade referente ao componente curricular de Laboratório de Iniciação ao Jornalismo. 
primeiro semestre de 2019.1



Campina Grande, 15 de maio de 2019.     Escrito por: Daniella Régis.      Editado: Daniella Régis.       Fotos: Daniella Régis.





Os dias já estão contados para começar uma das maiores festividades da cidade de Campina Grande, isso mesmo, o São João ou como já é conhecido, o Maior São João do mundo. O evento atrai pessoas de todas as idades, vindas de vários lugares do país e, também, de fora dele para prestigiar os inúmeros eventos que ocorrem aqui na cidade durante os trinta dias de festa.

            Aqui em Campina Grande o lugar onde se concentra a maior parte dos festejos é o Parque do Povo, onde acontecem apresentações de quadrilhas juninas e vendas de artesanato, existem também barracas e restaurantes com comidas típicas da região, apresentação de cantores no palco principal e ilhas regadas de muito forró pé de serra. 

            O Parque do Povo acaba sendo um ambiente onde se concentra um vasto arsenal de atrativos, costumes e, também, réplicas com pontos conhecidos da cidade, como a Catedral Diocesana e o antigo Cassino Eldorado, lugares indispensáveis na história de Campina Grande. Mas quem sempre viaja a passeio geralmente procura levar algo de recordação para casa e para os amigos, então nesse caso, o turista que visita o São João de Campina não pode deixar de visitar a Vila do Artesão, lugar que conta um pouco da história da cidade por meio do artesanato.

A Vila do Artesão fica localizada na Rua Almeida Barreto no bairro do São José, e é um dos pontos culturais mais visitados no São João. Sua criação aconteceu no ano de 2010 e, atualmente, ela comporta em média 200 artesãos da cidade distribuídos em 78 chalés de comercialização de artesanato, ela também possui uma praça de alimentação que acaba se tornando palco de diversas atrações que acontecem de janeiro a janeiro, como apresentações de  
cantores da terra, vários trios de forró pé de serra e quadrilhas juninas.








O artesanato comercializado na Vila é produzido pelos próprios filhos da terra, bolsas, calçados, pulseiras feitas em couro, além de objetos em madeira, gesso e barro são algumas das opções para quem quer levar para casa uma lembrança. Costura, pinturas e desenhos ganham destaque nas ruas estreitas da Vila, em cada chalé existem artes que surpreendem quem vai em busca daquelas típicas lembrancinhas pra levar pra casa. Mas o artesanato não acaba por aí, também são confeccionadas roupas e acessórios como colares e brincos em algodão colorido, outras peças produzidas pelos artesãos representam muito bem os lugares de grande destaque na história de Campina Grande.

O Cassino Eldorado, confeccionado pelo artesão Pedro Nunes é um exemplo de delicadeza e perfeição em cada detalhe do antigo prédio situado na rua Manoel Pereira de Araújo, localizado na feira central de Campina Grande, reconhecido como patrimônio histórico da cidade. Pedro também constrói pequenas casas oque mostra como eram bem trabalhadas em tempos passados. Grande parte dos artesãos que compõem a Vila está lá desde a criação da mesma. Quando andamos pelas ruas da Vila nos deparamos com alguns personagens que fazem parte da história do lugar.


O artesão Kerly Gomes, nos conta quando chegou para fazer parte da Vila e do seu sonho “Eu sempre quis me formar em Administração e ser dono do meu próprio negócio, ainda não sou formado, mas estou aqui na Vila desde a fundação, pretendo realizar meu sonho de me formar mesmo já tendo o meu próprio negócio” encerra. Ele fabrica luminárias em PVC de diversos tamanhos, e conta que já vem produzindo mais peças para dar conta da demanda da época junina, e já estima um publico visitante que pode ultrapassar 800 pessoas.  Kerly atende não só na Vila do Artesão, como também, o Salão do Artesanato, local implantado somente no período junino da cidade. A Herlandia Alves, esposa do Kerly e também artesã, trabalha na confecção de peças utilizando-se do algodão colorido, ela faz acessórios como colares, chaveiros e uma variedade de bolsas, os dois comercializam os seus produtos no mesmo chalé. 

Formada na área de saúde, Kalina Tavares relata que desde cedo se sentia realizada em fazer bonecas, mas acabou resolvendo ingressar em uma faculdade, concluiu o curso, mas não se sentiu realizada exercendo a profissão de sua formação “Desde pequena eu sempre gostei de bonecas, de fazer bonecas e fazia muito bem, cresci, estudei e me formei, mas não me sentia realizada com o que eu fazia, então resolvi realizar o meu sonho e trabalhar com o que eu amo, com amor e dedicação aos nossos sonhos podemos romper fronteiras” encerra. Hoje com a sua própria marca no chalé de número 60 situada na Vila do Artesão há dois anos, Kalina Dolls demonstra orgulho e satisfação no que faz. 

Simone Arruda é uma das artesãs que está, também, desde a inauguração do espaço, ela nos conta que, além da Vila do Artesão, sempre viaja para participar de eventos e feiras que acontecem em outras cidades do estado da Paraíba. No período junino, especificadamente, ela atende, também, a demanda do Salão do Artesanato. Sua produção se dá na confecção de peças decorativas em MDF, como baús, caixas, porta-retratos e placas, por exemplo. Simone é mais um dos personagens que dá vida a esse espaço reservado para cultura e arte.


A Vila do Artesão também conta com restaurantes e lanchonetes a disposição do público. Durante os 30 dias de festa a Vila recebe, em média, cerca de 30 mil visitantes do território nacional, além de outras partes do mundo. Segundo Manuela Alves, administradora do espaço, “Não existe um controle para o fluxo de visitantes, mas quando se menciona o número de visitas diárias das caravanas, os visitantes de outros lugares, além de ônibus escolares, eventos como o Forró na Vila, entre outros, o fluxo aumenta bastante e se tem uma ideia da média aproximada de visitantes” conclui. O funcionamento da Vila do Artesão no período junino acontece de domingo a domingo das 9h às 19h e o projeto Forró na Vila acontece aos sábados a partir das 14h e vai até às 17h. 


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