segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Atividades do “Dia do Rojão” acontecem neste sábado (20), na feira central de Campina Grande - PB

Retomando as atividades artístico culturais dentro da feira central de Campina Grande, o evento chamado “Dia do rojão” acontecerá neste sábado, 20 de abril.

Por Daniella Régis
14/04/2019 – 19h46


Acontece neste sábado (20), o evento intitulado como “Dia do Rojão”, projeto que teve início em 2006 pelo músico e ativista cultural Fredi Guimarães, o projeto foi criado com intuito de movimentar o ambiente dos feirantes trazendo apresentações e exposições de artesanato, visto que, segundo o próprio Fredi, a feira é um 
Fredi Guimarães, Feira Central – CG -  Foto: Daniella Régis
 
espaço de resistência, onde os costumes sobrevivem com passar do tempo e, projetos como esse, além de movimentar e trazer o feirante e seu público para mais perto é o que vem permitindo a cultura, os costumes e a tradição da feira central, continuarem a respirar.

                                          Feira Central – CG -  Foto: Daniella Régis
 







O projeto começou a tomar corpo através de um estudo feito por ele mesmo, onde ele analisou a questão de que o feirante ganha pouco, diferente dos grandes galpões que vendem em grande quantidade, e então a partir do momento que foi entendida essa questão de que o feirante está ali todos os dias batalhando para ganhar um dinheiro tão suado, foi resolvido que teria mais sentido se ele conseguisse angariar poucos recursos de cada um em um acordo com os feirantes  onde, quem quisesse contribuir, colaboraria com cotas de cinco reais, dez reais ou quanto pudesse doar e assim se conseguia dinheiro pra pagar a equipe, o som a banda... “De início haviam muitos parceiros nesse projeto, programas te TV , chegamos a ter programa de TV por três anos”, ele conta.













Há um ano a feira central recebeu o titulo de Patrimônio Cultural do Brasil, ela tem sido encarada como um espaço de resistência, pois toda feira propriamente dita retrata a real identidade do povo nordestino, lugar de bastante expressão, cultura e vivencia diária de costumes regionais. O “dia do rojão” esse ano ocorre com destaque na participação do grupo Coqueiro Alto, além de outras apresentações artísticas e exposições de artesanato.







Primeira matéria/entrevista referente ao componente curricular "Laboratório de Iniciação ao Jornalismo", do semestre 2019.1 - Universidade Estadual da Paraíba. 



domingo, 12 de janeiro de 2020

Vila do Artesão: Point de Forró, Cultura, Histórias e Artesanato.

Atividade referente ao componente curricular de Laboratório de Iniciação ao Jornalismo. 
primeiro semestre de 2019.1



Campina Grande, 15 de maio de 2019.     Escrito por: Daniella Régis.      Editado: Daniella Régis.       Fotos: Daniella Régis.





Os dias já estão contados para começar uma das maiores festividades da cidade de Campina Grande, isso mesmo, o São João ou como já é conhecido, o Maior São João do mundo. O evento atrai pessoas de todas as idades, vindas de vários lugares do país e, também, de fora dele para prestigiar os inúmeros eventos que ocorrem aqui na cidade durante os trinta dias de festa.

            Aqui em Campina Grande o lugar onde se concentra a maior parte dos festejos é o Parque do Povo, onde acontecem apresentações de quadrilhas juninas e vendas de artesanato, existem também barracas e restaurantes com comidas típicas da região, apresentação de cantores no palco principal e ilhas regadas de muito forró pé de serra. 

            O Parque do Povo acaba sendo um ambiente onde se concentra um vasto arsenal de atrativos, costumes e, também, réplicas com pontos conhecidos da cidade, como a Catedral Diocesana e o antigo Cassino Eldorado, lugares indispensáveis na história de Campina Grande. Mas quem sempre viaja a passeio geralmente procura levar algo de recordação para casa e para os amigos, então nesse caso, o turista que visita o São João de Campina não pode deixar de visitar a Vila do Artesão, lugar que conta um pouco da história da cidade por meio do artesanato.

A Vila do Artesão fica localizada na Rua Almeida Barreto no bairro do São José, e é um dos pontos culturais mais visitados no São João. Sua criação aconteceu no ano de 2010 e, atualmente, ela comporta em média 200 artesãos da cidade distribuídos em 78 chalés de comercialização de artesanato, ela também possui uma praça de alimentação que acaba se tornando palco de diversas atrações que acontecem de janeiro a janeiro, como apresentações de  
cantores da terra, vários trios de forró pé de serra e quadrilhas juninas.








O artesanato comercializado na Vila é produzido pelos próprios filhos da terra, bolsas, calçados, pulseiras feitas em couro, além de objetos em madeira, gesso e barro são algumas das opções para quem quer levar para casa uma lembrança. Costura, pinturas e desenhos ganham destaque nas ruas estreitas da Vila, em cada chalé existem artes que surpreendem quem vai em busca daquelas típicas lembrancinhas pra levar pra casa. Mas o artesanato não acaba por aí, também são confeccionadas roupas e acessórios como colares e brincos em algodão colorido, outras peças produzidas pelos artesãos representam muito bem os lugares de grande destaque na história de Campina Grande.

O Cassino Eldorado, confeccionado pelo artesão Pedro Nunes é um exemplo de delicadeza e perfeição em cada detalhe do antigo prédio situado na rua Manoel Pereira de Araújo, localizado na feira central de Campina Grande, reconhecido como patrimônio histórico da cidade. Pedro também constrói pequenas casas oque mostra como eram bem trabalhadas em tempos passados. Grande parte dos artesãos que compõem a Vila está lá desde a criação da mesma. Quando andamos pelas ruas da Vila nos deparamos com alguns personagens que fazem parte da história do lugar.


O artesão Kerly Gomes, nos conta quando chegou para fazer parte da Vila e do seu sonho “Eu sempre quis me formar em Administração e ser dono do meu próprio negócio, ainda não sou formado, mas estou aqui na Vila desde a fundação, pretendo realizar meu sonho de me formar mesmo já tendo o meu próprio negócio” encerra. Ele fabrica luminárias em PVC de diversos tamanhos, e conta que já vem produzindo mais peças para dar conta da demanda da época junina, e já estima um publico visitante que pode ultrapassar 800 pessoas.  Kerly atende não só na Vila do Artesão, como também, o Salão do Artesanato, local implantado somente no período junino da cidade. A Herlandia Alves, esposa do Kerly e também artesã, trabalha na confecção de peças utilizando-se do algodão colorido, ela faz acessórios como colares, chaveiros e uma variedade de bolsas, os dois comercializam os seus produtos no mesmo chalé. 

Formada na área de saúde, Kalina Tavares relata que desde cedo se sentia realizada em fazer bonecas, mas acabou resolvendo ingressar em uma faculdade, concluiu o curso, mas não se sentiu realizada exercendo a profissão de sua formação “Desde pequena eu sempre gostei de bonecas, de fazer bonecas e fazia muito bem, cresci, estudei e me formei, mas não me sentia realizada com o que eu fazia, então resolvi realizar o meu sonho e trabalhar com o que eu amo, com amor e dedicação aos nossos sonhos podemos romper fronteiras” encerra. Hoje com a sua própria marca no chalé de número 60 situada na Vila do Artesão há dois anos, Kalina Dolls demonstra orgulho e satisfação no que faz. 

Simone Arruda é uma das artesãs que está, também, desde a inauguração do espaço, ela nos conta que, além da Vila do Artesão, sempre viaja para participar de eventos e feiras que acontecem em outras cidades do estado da Paraíba. No período junino, especificadamente, ela atende, também, a demanda do Salão do Artesanato. Sua produção se dá na confecção de peças decorativas em MDF, como baús, caixas, porta-retratos e placas, por exemplo. Simone é mais um dos personagens que dá vida a esse espaço reservado para cultura e arte.


A Vila do Artesão também conta com restaurantes e lanchonetes a disposição do público. Durante os 30 dias de festa a Vila recebe, em média, cerca de 30 mil visitantes do território nacional, além de outras partes do mundo. Segundo Manuela Alves, administradora do espaço, “Não existe um controle para o fluxo de visitantes, mas quando se menciona o número de visitas diárias das caravanas, os visitantes de outros lugares, além de ônibus escolares, eventos como o Forró na Vila, entre outros, o fluxo aumenta bastante e se tem uma ideia da média aproximada de visitantes” conclui. O funcionamento da Vila do Artesão no período junino acontece de domingo a domingo das 9h às 19h e o projeto Forró na Vila acontece aos sábados a partir das 14h e vai até às 17h. 


quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

STTP: CAMPANHA EM RESPEITO ÀS VAGAS EXCLUSIVAS DESTINADAS A IDOSOS E PORTADORES DE DEFICIÊNCIA TEVE INÍCIO NESTA TERÇA FEIRA NO SHOPPING PARTAGE.

Por Daniella Régis



A Superintendência de Transito e Transportes Públicos (STTP) de Campina Grande iniciou nesta terça-feira (17), no Shopping Partage, mais uma campanha em respeito às vagas exclusivas destinadas ao público idoso e a pessoas portadoras de deficiência.



Segundo a chefe da Divisão de Educação de Trânsito (DET) da STTP, Joana Santos, a campanha tem um objetivo primordial de conscientização sobre os direitos do idoso e do portador de deficiência no trânsito. Mas, além disso, o espaço também reforça outras campanhas, através de orientações e distribuição de materiais educativos relembrando outros projetos como o “Se beber, não dirija” e “Pare de dirigir teclando”, para que os condutores venham a tomar mais cuidado com a intensificação das festas nesse final de ano. 



O stand está disponibilizando a emissão da credencial do idoso e sua atualização, caso o documento esteja fora da validade dos dois anos previstos para utilização.

A retirada da credencial é permitida a partir dos 60 anos. O idoso que ainda não possui a documentação e deseja emiti-la, deve e residir aqui na cidade de Campina Grande e pode se dirigir ao espaço reservado no shopping ou ainda, à sede da própria STTP, portando a carteira de identidade, o CPF e um comprovante de residência em seu nome. Para retirada da documentação do portador de deficiência, deve-se haver uma perícia, logo, é importante que os interessados se dirijam a cede da STTP. Ressaltamos que não há época específica para se obter os documentos.

O termo que destina vagas exclusivas para pessoas idosas está descrito no Artigo 41 da LEI Nº 10.741 de 1º de outubro de 2003, referente ao Estatuto do Idoso, que viabiliza 5% das vagas em estacionamentos públicos e privados, estando o idoso manuseando o veículo ou sendo passageiro.  No que tange a LEI Nº 10.098 de 2000, referente às vagas exclusivas para pessoas portadoras de deficiência, se destinam 2%, também, em locais públicos ou privados. Lembrando que a apresentação da credencial, muitas vezes, se torna obrigatória nos estabelecimentos.  

Ainda segundo Joana, haverão outros serviços de intervenção nos estacionamentos com a aplicação de uma “Multa moral” e interações lúdicas a noite, a partir das 19h, com o palhaço Pompeu.

As intervenções têm intuito de funcionar como um lembrete para as pessoas que não tem as credenciais, mas ocupam vagas destinadas ao público preferencial. O formato das ações se dará com a ocupação de vagas livres com cadeiras de roda para que as pessoas sintam, de um modo geral, como é ter a vaga de estacionamento ocupada por outras pessoas que não prezam do mesmo direito que o seu. A grande mensagem será mostrar o desrespeito vivenciado diariamente pela classe.

O serviço ofertado para população ficará disponível no Partage até o próximo sábado (21), funcionando conjuntamente ao horário do shopping. Em dias úteis, funcionando das 10h às 22h e no sábado até às 23h.




Matéria referente a prática de produção nas férias de dezembro de 2019.

Há algo errado que não está certo

Artigo de opinião produzido para disciplina de Jornalismo impresso.
Segundo semestre de 2019. 

Por Daniella Régis


Demonstra- se desta forma o Art.5º, inciso VI da Constituição Federal:
 “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...)

VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;”

Pois bem, a lei citada acima garante uma laicidade ao estado brasileiro. Mas você, caro leitor campinense, tem ideia do que isso significa na prática? Pois bem, darei uma definição seguida de uma atual informação:
Define-se por Estado Laico, ou País, tanto faz, um lugar onde as suas regras, leis e instituições públicas não podem ser impostas ao seu povo, ainda menos, que os seus governantes imponham as suas crenças pessoais acima das individualidades do seu povo, logo, templos de variadas religiões e suas doutrinas, crenças e dogmas não são bem vindos para ser utilizados como base para administrar um País, um Estado, uma Prefeitura.
Dito isto, agora podemos expor um dos últimos acontecimentos na nossa venturosa Campina querida!
Então, nos últimos dias o prefeito Romero Rodrigues (PSDB) sancionou uma lei que propõe a leitura da bíblia nas escolas públicas e particulares do município. A lei, aprovada pela Câmara, foi apresentada pelo vereador Saulo Noronha (SD) e será imposta, digo, regulamentada no prazo de 60 dias.
O argumento utilizado para defender essa prática acoberta que o projeto visa enriquecer a educação e não impor a religião cristã, além disso, a leitura da Bíblia irá proporcionar fundamentos históricos e culturais que não se contrapõem ao Estado Laico, isso mesmo meu caro leitor, deixe- me repetir para que tenhamos certeza do que lemos; a leitura da Bíblia irá proporcionar fundamentos históricos e culturais que não se contrapõem ao Estado Laico. Muito bem! Mas suponho que essa afirmação custa muito em passar credibilidade de que não haverá uma certa influência religiosa. Sendo assim, nos é permitido sugerir, em contraponto, a ideia de adicionar conhecimentos além de apenas o livro da Bíblia, ou seja, a obrigatoriedade da diversidade no ensino utilizando-se do livro da Torá, do Kadercismo e estudos das crenças afrodescendentes, por exemplo, pois a leitura destes livros citados irá proporcionar aos nossos estudantes, fundamentos históricos e culturais das mais diversas práticas religiosas, além dos conhecimentos das diversas culturas. Não falando apenas em nível de cidade, mas agora, em nível de Brasil!
Conhecer a diversidade dos costumes e crenças do nosso país proporcionará, quem sabe, além de mentes mais abertas ao diálogo pleno, aberto e intelectualmente embasado, melhores diálogos com os atuais governos e, ainda, aos que virão ,tratando-se do próximo ano que já é, novamente, de eleições. 
O Censo de 2010 do IBGE revela que o número de cristãos no Brasil chega a 86,8%, sendo de maior predominância o numero de Católicos Apostólicos Romanos. Não se tem dúvidas sobre entidades religiosas que se destacam no país, o que ocorre na atualidade é o discurso dos atuais governos que têm se mostrado ditando costumes e crenças que não representam ou, sequer, respeitam as divergências do povo brasileiro. Tudo isso ocasiona revoltas das classes minoritárias. É certo que o estado deve se preocupar em proporcionar o respeito às diferentes crenças, bem como conter a intolerância religiosa, mas não é o que se presencia.
José Afonso da Silva, autor conhecido na área do Direito Constitucional, afirma que “A religião não é apenas sentimento sagrado puro [...] ao lado de um corpo de doutrina, sua característica básica se exterioriza na prática dos ritos, no culto, com suas cerimonias, manifestações, reuniões, fidelidades aos hábitos, às tradições, na forma indicada pela religião escolhida.”
Ou seja, a prática religiosa que o atual prefeito impôs a acontecer no âmbito escolar vem a afetar diretamente na diversidade de crenças do corpo estudantil. A escola é, basicamente, o segundo contato da criança em sociedade. Essa tomada de decisão, com certeza, virá a divergir opiniões de pais que desejam aos seus filhos um ambiente escolar de tolerância e respeito às diferenças.
Além disso, não podemos deixar de mencionar a liberdade de consciência, ou seja, falou-se até o momento sobre a liberdade religiosa, mas também existe a liberdade de não se prender a acreditar nessas entidades, que é o que conhecemos como ateísmo. Jayme Weingartner Neto discorre que a prática do ateísmo (além de outras convicções ideológicas), está imerso na liberdade de consciência citado no inciso mencionado mais acima, ou seja, faz parte do que se tange a liberdade religiosa. Logo, o cidadão vivente deste país, estado ou município tem o devido direito de acreditar, frequentar, cultuar ou viver os seus valores e decisões religiosas ou não, na hora que bem o quiser.
Sendo assim, ao refletirmos sobre a lei sancionada por nossas autoridades e, ao analisarmos algumas opiniões, podemos então entender que, de fato, vem a ser injusta a decisão de apenas uma bibliografia religiosa ser imposta como fonte de conhecimento, o que fere o respeito à diversas crenças e ensinamentos universais para os estudantes das redes pública e privada. Se formos ver ao pé da letra o que se prega na constituição sobre o estado laico, nos é permitido propor que “há algo errado que não está certo”.

O PIX ESTÁ OCUPANDO MAIS ESPAÇO NA VIDA DO BRASILEIRO

(Foto: Canva)   Não é de hoje que o mercado digital se tornou uma garantia de conforto na hora de fazer as compras sem sair de casa, e por...